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14 de fev. de 2010

300 - This is Sparta!

  
  Bom, todos já devem ter visto 300, ou pelo menos uma parte do filme. A história dos 300 espartanos que vão guerrear contra centenas de milhares de persas, sob comando de Santoro, ops, Xerxes e que morrem. Isso, e apenas isso, é a história. Pessoalmente, não gostei do contraste excessivo do filme, acaba ficando muito forte em certas partes. A sombra é muito escura e a luz do dia parece a de um refletor. Ok, ok, o filme foi praticamente feito naquelas telas azuis ou verdes, popularmente conhecidas como cromaqui, mas que seja, faça algo melhor.
   Fora isso a história é a mesma dos outros épicos que se passam na antiguidade. Quer ver? Em Tróia, qual é o foco? Exato, a guerra de tróia. E em Alexandre? É, a mesma coisa, mais uma guerra. Que tal então Gladiador? sim, mais uma guerra. Ou seja, o tema do 300 é... uma guerra. Surpreso? Por isso não me surpreendi quanto a 300. Não há diferença. São espadas, escudos, sangue, alguma parte do corpo cortada em close, envolvendo reinos inimigos, geralmente por terras.
   Continuemos. Um efeito que me chamou a atenção foi aquele em que uma ação está em câmera lenta, aí fica rápida demais, e volta a ficar lenta. É interessante, embora confuso. Ah, temos um brasileiro no filme, Rodrigo Santoro está lá, como Xerxes. Teve que emagrecer 12 dos quilos que nem possui para encarnar o rei da Pérsia. Orgulho para o Brasil em ter um de nós em um filme tão bem falado? Não, é bom pra ele.

Leonidas, rei de Esparta, recebendo uma massagem relaxante
de Xerxes, rei da Pérsia.
   Novamente sobre o contraste: talvez o filme não funcionasse se não estivesse como está. Talvez este forte contraste seja usado para criar um clima mais "real", mas que seja, não gostei. Se o filme fosse como Tróia, talvez ficasse melhor. Resumindo: não é de todo ruim. História repetida, efeitos "mais ou menos", contraste ridículo, mas não sei porquê o filme chama a atenção. Parece que algo o chama para ver, mesmo se não tenha gostado do filme.


NOTA FINAL PARA 300:

31 de jan. de 2010

2012 - Fim de mundo cansativo


   2012 foi muito falado, discutido, criticado e esperado por várias pessoas no Brasil. Por quê? Porque a midia brasileira ficou falando e repetindo por quase dois meses que "Filme estrangeiro destrói Cristo Redentor". Sério, sabe aquelas cena em filmes-catástrofe que aparece um dos atores vendo uma notícia na televisão que determinado ponto foi destruído. Pois bem, essa foi a atuação de Cristo Redentor no filme 2012. No máximo durou 10 segundos. E fez todo esse alarde.
   Confesso, fiquei entusiasmado com o filme, não esperava a hora dele estrear. Quando estreou, fiquei decepcionado. Tudo bem, os efeitos são surpreendentes e muito bem feitos, mas como diz um amigo meu: "os efeitos não fazem um bom filme". E neste caso está completamente certo.


   O filme não tem estrutura, não tem enredo, tudo o que você vê é prédio caindo e desastres. Tá, é um filme sobre o fim do mundo, tudo quebra, coisa e tal. Mas coloca uma história pelo menos. Existem filmes que tudo acaba, ou pelo menos parte de tudo, e têm uma história que envolve e prende.
    Lembro que na sala de cinema, a primeira vez que olhei no relógio tinha passado uma hora de filme e pensei: "nossa, já?". Posso garantir, a última hora foi desgastante, passou muito devagar ou o filme que não prendia o público. É cansativo, você acaba ficando com vontade de não voltar, e de pedir seu dinheiro de volta. O cinema tem que ser algo divertido, algo que faça você perder horas se entretendo e não ficar esperando pra ir embora. Decepcionante.


   O pior é a propaganda que teve por detrás deste filme. O tanto que foi falado sobre ele, desde o começo do ano fazia com que parecesse um filme grandioso, gigantesco, totalmente novo. A única coisa que vi melhor são, como já disse, os efeitos extremamente realísticos, mas do resto muito debilitado. Avatar estreou um mês depois e lembro de a única coisa que ouvi falar dele foi algo bem pequeno sobre "Cameron volta a fazer filmes depois de 13 anos". Ou seja, 2012 ficou cheio de propaganda e expectativa e não alcançou o objetivo, enquanto Avatar chegou ao topo das bilheterias.
   Eu assistiria 2012 de novo, mas só para tentar entender algo. Tudo começa tão rápido e continua em uma velocidade tão estranha que você não consegue acompanhar o filme. Você chega no final sem lembrar o começo. Em resumo: com efeitos bons mas sem estrutura e sem enredo.



NOTA FINAL PARA 2012: