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20 de abr. de 2011

Atividade Paranormal 2


   A continuação de Atividade Paranormal é, na verdade, uma história anterior ao primeiro filme. Calma, vou explicar. Por hora, basta saber que não espere a tensão e o suspense do primeiro filme neste segundo. Algumas vezes o filme acaba se tornando cansativo, sem ação, além dos inúmeros cortes entre as cenas diurnas e noturnas. Infelizmente, Atividade Paranormal 2 acabou seguindo o mesmo rumo de várias outras continuações, descendo uma ladeira no quesito qualidade vs. expectativa.

18 de dez. de 2010

Demônio


   Muito tem se falado sobre Demônio e mais um possível erro de Shyamalan. Não assisti ao filme no cinema, porque na minha cidade não tá passado, mas vi esta semana pela internet. Li algumas críticas sobre o filme e a maior parte delas falam mal tanto do longa como de Shyamalan, que assina este filme como produtor. Não achei o filme ruim, de verdade. Claro, há algumas partes que a narrativa beira ao ridículo, além de forçar algumas conclusões, mas no geral, Demônio é bem construído e leva o espectador a questionar sobre todos os passageiros do elevador, para tentar resolver a trama.

2 de out. de 2010

O Último Exorcismo


   Fui assistir a este filme com uma expectativa pré-formada e isso não é bom. Se você for assistir um filme com uma opinião já formada, poderá sair de duas formas: ou amando o filme ou odiando. No meu caso sai totalmente atordoado, não sabia se o filme foi bom ou não. Pode ter sido bom pela forma como foi feito, mas foi ruim por não ser aquilo que eu pensava. Então fica a dica, nunca tenham uma opinião sobre um filme antes de vê-lo por completo.

2 de mar. de 2010

O lobisomem - Aqui gatinho gatinho gatinho


   Direto ao assunto: nunca vi um lobisomem tão mal feito como nesse filme. Ele tem traços muito humanos, o lado animal ficou só nos dentes, garras e pelos. Sem contar que o nariz ficou igual ao do Grinch, por que focinho aquilo não era. Lembro que quando fui ver o filme, na semana da estréia, a sala estava lotada, tinha doze pessoas.¬¬ Aí pensei "poxa, deve estar passando algum filme bom demais para ninguém vir aqui". Não, o filme era ruim mesmo.
   A história é a mesma de sempre. Apenas com uma pequena lista de acontecimentos você descobre o resto do filme. vamos testar, não falarei nada de cara, apenas acontecimentos do começo do filme:
  • Família com 4 pessoas, sendo dois irmãos homens (sempre);
  • Pai caçador;
  • Pai encontrado pelo filho mais velho com a mãe morta nos braços (de novo, sempre);
  • Irmão mais novo é atacado e esposa escreve pra irmão mais velho;
  • Irmão volta pra cidade natal é também é atacado mas sobrevive (nossa, nem suspeitava);
  • Chefe da Scotland Yard vai pra vila investigar;
   Pergunta: Quem é o lobisomem, o que acontece com o irmão mais velho e qual é o final da história?
  1. O pai; ele vira lobisomem e morre quando fica manso por causa da cunhada; o chefe da polícia é atacado e vira um novo lobi, agora em Londres.
  2. A mulher do irmão; ele se casa com uma camponesa e vive na mansão do pai; o chefe da polícia mata o lobi e ganha um prêmio em Londres.
  3. O chefe de polícia; ele morre atacado novamente pelo lobi; o pai luta contra o lobi para salvar a nora.
  4. Realmente alguém fora da história; ele descobre que o irmão mais novo está vivo; o irmão mais velho rouba a mulher do irmão e se muda pra Paris.
   Exato, número 1. É o pai, tá na cara, ele é ex-caçador, então foi mordido por uma besta-fera dando origem ao lobi inglês; depois, o irmão mais velho é atacado pelo lobi e sobrevive, como todo filme do gênero, alguém tem que ser mordido e sobreviver para matar o monstro original e depois ser morto pelo vilarejo, sem contar que também está na cara que ele se apaixona pela cunhada; e sempre, sempre, tem que vim algum chefe de investigação, geralmente da capital, para investigar de forma cética e depois descobrir que o monstro existe, sendo depois atacado e virar o monstro.  Sinceramente, dá muita raiva em você ir ver um filme e saber todo o final antes dos primeiros 20 minutos. Nem preciso colocar sinopse.

Separados no nascimento? não, é só a mesma maquiagem.
   Concordo, até que os efeitos não são tão ruins assim, embora fiquem atrás de muitos filmes, mas algo "novo" que vi é a transformação. É difícil ver filmes que mostram a transformação do homem em monstro. Mas mesmo assim, me desapontei com o filme. Pensei que um filme com Anthony Hopkins seria pelo menos algo digno de ser visto. Novamente se repete o que vi em Queime depois de ler, ótimos atores, mas filme ruim. E não é só ruim para a produtora, é pior ainda pro ator. Dependendo do filme, ele fica marcado. Atire a primeira pedra quem não lembra na hora do Titanic quando vê DiCaprio, ou do Exterminador do futuro quando vê Shuaszenegger. Se eu fosse Hopkins, escolheria melhor os próximos filmes.



NOTA FINAL PARA O LOBISOMEM:

29 de jan. de 2010

Eu sou a lenda - O que restou



   Eu sou a lenda é um dos poucos filme que apresentam uma nova nova humanidade, sendo esta composto quase que exclusivamente de zumbis. O cenário é NY no melhor do documentário Life After People, do History Channel, totalmente entregue à natureza. Devo admitir, os efeitos foram ótimos, mas nem por isso a história é. Tudo começa com o cenário pós-apocalipse em que se encontra o Dr. Robert Neville, que é imune ao novo vírus nascido de uma vacina contra o câncer. Esse vírus matou metade da população mundial e deixou a outra metade como zumbis. 
   Robert tenta constantemente criar um antídoto a partir de seu sangue sempre sem sucesso. Toda noite, Robert tem que se trancar dentro de casa, fortificada com aço nas janelas e portas, para se proteger dos zumbis. Ao lado de sua cadela, fica vasculhando a cidade, de dia claro, para achar os locais onde os zumbis ficam (não sei por quê). Em um destes locais, Robert consegue raptar uma zumbi e levar para seu laboratório, fazendo testes de antídotos nela.


   Até que do nada, ou melhor, de São Paulo, surge Alice Braga com seu filho. Ela tenta convencê-lo a ir para um dos abrigos que os humanos restantes construíram. O filme tem dois finais totalmente diferentes, mas em ambos o antídoto é encontrado.
   Esse sem dúvida não é um filme de zumbi igual aos outros. Os zumbis aqui são realmente ferozes, porém não realistas. O diferencial do filme REC, por exemplo, é que nele os zumbis não abrem a boca de forma horrenda, mas são muito pacíficos. No Eu sou a lenda, os zumbis são mais agressivos, mas não assustam, são só feios. Whatever, podia ficar melhor. Algumas cenas foram realmente filmadas em NY, onde vias foram fechadas e enchidas de mato, carros enferrujados e plantas, outras foram por computação, mas asseguro que é imperceptível a diferença.


   Algo que mostra no filme, que é lotado de flashbacks da família de Robert, é o quão doloroso pode ser ficar solitário, tendo apenas um cachorro como companhia. Em uma das cenas, que se passa em uma locadora, Robert havia colocado manequins de lojas para fazer de conta que havia outros além dele. Triste.
   O mais assustador do filme é o pensamento de só você existir em todo mundo. Isso é pertubador, faz com que você pense "legal, posso fazer tudo o que quiser", mas depois você acaba enlouquecendo. Sem dúvida, Eu sou a lenda é surpreendente, mas erra em um ponto, a locação. Tudo bem, serve pra mostrar que todo o mundo ficou abandonado, mas se fosse algo menor do que uma metrópole, o filme seria mais denso. Resumindo: Bom filme, mas poderia melhorar.


NOTA FINAL PARA EU SOU A LENDA:

REC - Um novo terror



REC certamente foi a sensação do momento até a estréia de Atividade Paranormal, isso por que ele prende a atenção do espectador, que sempre fica tenso em saber o que virá depois. Porém o filme escolheu um tema já velho, zumbis. Hoje em dia, a maioria dos filme de terror/suspense usam zumbis, mas nem por isso REC fica para trás. Usando apenas um edifício como cenário, a tensão fica mais concentrada, diferente do Eu sou a lenda, onde o cenário de Nova York pós-apocalipse acaba deixando meio aberto.
Enfim, vamos a sinopse. Ángela Vidal é uma jornalista que, juntamente com seu operador de câmera Pablo, faz uma reportagem em um quartel do Corpo de Bombeiros, na intenção de mostrar seu cotidiano. Porém o que aparentemente seria uma saída noturna rotineira de resgate logo se transforma em um grande pesadelo. Presos em um edifício, a equipe de filmagens e os bombeiros enfrentam uma situação desconhecida e letal.


Por causa de uma criança com uma estranha doença, vários moradores se transformam em zumbis, atacando os bombeiros, os policias e a Ángela. Bom, não tem muito o que falar, por ser um filme-zumbi, é sempre igual. Então vamos até o final, onde a Ángela e seu parceiro são mortos por um monstro. É isso.
Como já disse, é a mesma história de zumbi, então não chama muito a atenção. Mas o diferencial é o edifício, faz com que pareça mais claustrofóbico, mais difícil de sobreviver. Realmente é surpreendente o cenário. Geralmente filmes-zumbi escolhem cidades pequenas, maioria no deserto (Madrugada dos Mortos), mas é difícil ter apenas um prédio. Foi bom isso.


Mas um ponto que não ficou bom é a calma dos zumbis. É impressionante que os humanos fiquem no hall de entrada e os zumbis nos andares de cima, sem ao menos se darem o trabalho de descer e atacar. Olha, coisa estranha. Whatever, o filme fez sucesso e já tá prometida uma continuação REC². vamos esperar para ver no que dá.
Lembrando que é um filme espanhol. Isso mostra que filmes espanhóis têm potencial para se tornar um grande sucesso, como o oriental Uma Chamada Perdida que, embora categorizado como terror, está mais para suspense. Resumindo, REC é uma boa pedida para quem quiser renovar os conceitos de filmes-zumbi.



NOTA FINAL PARA REC:

Atividade Paranormal - Pouco gasto, muito lucro


   Muita gente falou de Atividade Paranormal, bem e mal. Da parte boa, era tido como "o melhor filme de terror", da parte má, "é apenas Bruxa de Blair versão caseira". Bom ou mal, o filme foi falado, comentado e assistido por muitos. Com um orçamento de apenas US$ 15 mil, arrecadou mais de US$ 100 milhões só nos EUA. O fato que surpreende é que o filme cresceu de boca em boca, já que nos trailers aparece uma mensagem pedindo para os espectadores pedirem o filme no cinema da região. Sensacional, não gasta nada com propaganda, só ganha com ingressos. Realmente, inovador.
   Mas vamos ao filme. Katie e Micah moram na Califórnia em uma boa casa, todos felizes e alegres. Micah compra uma câmera de vídeo para filmar os estranhos barulhos que soam pela casa durante a madrugada. Durante as filmagens é possível ouvir passos vindos do corredor, mas não é possível ver nada, pois está escuro (isso aumenta o medo e a tensão). Conforme vai passando as noites, os barulhos vão ficando mais altos, além da porta do quarto fechando do nada e o lençol levantando e tals.Não vou falar o final por duas razões: 1º o filme tem mais de um; 2º é chato falar o final dos filmes.


   O legal do filme é a escuridão e os barulhos. Você apenas ouve algo se aproximando, mas não vê nada, isso foi o ponto forte do filme. O fraco é a repetição da filmagem em primeira pessoa, presente em Cloverfield e Bruxa de Blair, embora no Atividade ele seja, digamos, mais convincente. Aliás, a casa do filme é do próprio diretor. Isso sim é economia.
   Fora isso temos a fabulosa frase sugestiva do cartaz: "Não assista sozinho". De primeira vista, você pensa ser a coisa mais assustadora que existe, se está dizendo para não ver sozinho, é por é grave. Mas eu assisti sozinho e o máximo que tive foi arrepios (naquelas horas em que os passos ficam mais próximos e param), onde geralmente é acompanhado por uma pausa de respiração, até que tudo volte ao normal.
Trilha sonora não existe e achei isso ótimo. Se o objetivo é passar a ideia de realismo, de veracidade, não tem que ter música. Ora, se você filmasse um fantasma na sua casa, não teria como fundo a música do Exorcista. Resumindo: um filme inovador que pode atrapalhar seu sono.


NOTA FINAL PARA ATIVIDADE PARANORMAL:

28 de jan. de 2010

Sweeney Todd - Musical com um toque melancólico


Sweeney Todd é um musical meio que diferente dos outros musicais da Broadway. Enquanto Chicago e Moulin Rouge são dançantes, Sweeney Todd não é nada alegre, mas sim melancólico quase ao extremo. Mas não é por isso que ST perdeu seu glamour, ao contrário, com um diretor já conhecido pelo modo "frio" de seus filmes, (Tim Burton) e um grande elenco que já está acostumado a trabalhar com ele (Johnny Deep e Helena Bonham Carter), o filme se garante.
Bom, vamos ao filme. Um barbeiro chamado Benjamim Barker é casado com Lucy e tem uma filha chamada Johanna. Todos vivem felizes na Londres do Séc. XIX, até que um juiz, o juiz Turpin, se interessa pela Lucy e então exila Benjamim para poder ficar com sua mulher foi eficiente pelo menos. Benjamim então sai da prisão, depois de 16 anos, com outro nome, Sweeney Todd, dado à ele por ele mesmo. Seu objetivo é vingar seus anos perdidos ao lado de sua esposa, matando o juiz Turpin usando suas navalhas.


Sweeney então encontra Mrs. Lovett, uma confeiteira que "faz as piores tortas de Londres", que trabalha no andar debaixo de sua antiga barbearia. Sem dinheiro para comprar carnes, Lovett usa animais mortos como recheio argh, até que eles Sweeney e Lovett têm a ideia bizarra de usar carne humana em suas tortas. Ele mata e ela cozinha. Vai entender. Nesse meio tempo, ele descobre que sua mulher se suicidou e que sua filha foi trancafiada pelo teria bruxo em uma torr- ops, história errada. Mas na verdade, o juiz Turpin realmente prendeu Johanna na mansão onde moram.
A fábrica de tortas humanas continua até que surge a oportunidade de usar o juiz como recheio, mas até aí já teve sangue pra todo lado. No final, Swenney mata a mulher dele (exato, ela não morreu, mas ele não sabia disso, só descobre depois de ter matado), mata também a Lovett, jogando ela no forno e é morto com a mulher nos braços. Fim. Ah, detalhe: de todos os personagens, só dois não morrem no final, a Johanna e seu namorado, um marinheiro que ajudou Sweeney a voltar à Londres.


Bom, ST é o típico filme do Burton: cinza, melancólico, com sangue, personagens quase fantasmas. è só lembrar de outros filmes dele como A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, O estranho mundo de jack e Edward mãos-de-tesoura. Apesar disso, é uma história envolvente que nos faz perguntar "Quem é o próximo cliente?". As músicas são muito bem escolhidas, afinal, Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da rua Fleet é um musical da Broadway. Uma das coisas que Burton queria era que os atores cantassem, não dublês de voz. Houve um certa apreensão sobre Johnny, não sabiam se ele iria cantar ou não, mas cantou e foi uma surpresa a todos. Mesma coisa para Helena.
Além disso temos a participação do Borat, ou melhor Sacha Baron Cohen no papel do Signor Adolfo Pirelli, outro barbeiro e a primeira vítima de Sweeney. O único ponto negativo do filme é o banho de sangue. Acho que se tivesse um pouco menos de sangue, o filme poderia ser contado da mesma forma, mas whatever, Burton quis assim, assim se fez.





NOTA FINAL PARA SWEENEY TODD: