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16 de ago. de 2010

A Origem


   Me senti meio estranho quando sai de "A Origem". Parecia que o filme não tinha acabado ainda e, cá entre nós, deve ter sido por conta do final, digamos, perturbador. Quem assistiu vai se lembrar do sentimento conjunto de toda a sala ao ver o final do filme. Quem não viu, fica aqui a dica. Ah sim, a atenção é algo fundamental neste filme.

31 de jul. de 2010

Predadores


   Sempre digo que a safra atual do cinema pode ser medida pelo números de continuações ou refilmagens que estreiam. Só na metade deste ano, praticamente 85% dos filmes lançados já existiam antes: Toy Story 3, Shrek 4, Alice e agora temos Predadores, a refilmagem do original de 1987. Apesar de não ter nada novo, até que é interessante rever essas criaturas novamente no cinema.

2 de fev. de 2010

Presságio - Números do fim dos tempos.


   Presságio é o típico filme destruidor do mundo, mas difere em criar um certo suspense em como isso acaba. O lance dos números, mostrando que tudo já está programado é bastante perturbador, te faz pensar se realmente tudo não está previamente feito. Assim, o filme é bom, simples, embora os efeitos (principalmente o avião caindo) sejam ótimos e possui uma história. Mesmo que no filme você saiba que vai acontecer algo onde 81 pessoas vão morrer, não estraga a trama, por que esse "algo" pode ser qualquer coisa, avião caindo, bomba, terremoto, naufrágio, ou seja, você não sabe o que vai realmente acontecer.
   Sinopse: 1959. Um grupo de alunos faz alguns desenhos sobre como imaginam que será o futuro. Eles serão guardados em uma cápsula do tempo, que apenas será aberta daqui a 50 anos. Um deles, feito por uma garota, traz uma série de números aleatórios, que ela alega terem sido ditos por alguém que não vê. Meio século depois a cápsula é aberta e este desenho chega às mãos de Caleb Koestler. O pai dele, o professor de astrofísica John Koestler, percebe que trata-se de uma mensagem codificada que prediz as datas e os números de mortos de cada uma das grandes tragédias ocorridas nos últimos 50 anos. John passa a investigar melhor o desenho e descobre que ele prevê mais três catástrofes ainda não ocorridas, a última delas de proporções globais. (fonte: Adoro Cinema)


   O curioso é como Cage pensa subitamente que os números são datas. Assim, parece que uma luz desceu do céu e pronto, ele já sabia como eram os números. Tudo bem, ele é astrofísico e tal mas mesmo assim, qualquer um levaria mais tempo para descobrir o significado. Whatever, ele descobriu e todos ficaram felizes, menos na parte de que os números acabaram. Aí surge a terrível dúvida: "se os números são datas de acidentes, com o nº de mortos e sua localização geográfica, o que acontece quando eles acabam?" Difícil saber né?
   Outra parte que não me agradou muito por ser muito, digamos, muito... sei lá, não tenho adjetivos para a cena final, onde naves buscam casais de crianças e levam para outro planeta enquanto a Terra vira um marshmallow cozinhando. Sério, não dá para dar adjetivos, só dá para apenas perguntar: "Deus, o que é isso?" É tão fora do resto do filme. Se ao menos tivessem algo no meio dele que mostrasse que aliens estavam por trás de tudo, ok, poderia deixar o final como está, mas nada mostra isso. Apenas tem aqueles caras de preto que sussurram para as crianças, mas nada mostra que eles são aliens. Mesmo assim, o filme é bom e vale a pena ser visto.

Trailer

Cena do acidente de avião


NOTA FINAL PARA PRESSÁGIO:

1 de fev. de 2010

Distrito 9 - Uma nova forma de mostrar aliens


   Distrito 9 foi um filme que mudou nossa forma de avaliar possíveis seres extra-terrestres. O ser humano tem baixa auto-estima, afinal, sempre imagina aliens como seres mais evoluídos mentalmente com tecnologias super evoluídas e etc. Mas uma ameba achada em outro planeta já é um alien, e não está dirigindo naves nem apontando lasers para prédios.
   Neste filme, ao invés de nós nos submetermos aos aliens, o contrário ocorre. Na África do Sul, uma nave pousa e seus integrantes acabam ficando refugiados em nosso planeta, como acontece em alguns países que recebem refugiados de guerras. O interessante é a escolha da África do Sul. Não vejo um motivo para a escolha e também para a não-escolha mas houve tanta comparação do filme com o Apartheid que acabou afundando parcialmente o filme em críticas e acusações de racismo.
    Embora toda a polêmica, o nível de realismo do filme surpreende, você pode sentir que tudo é real, tudo está lá, acontecendo. A animação dos "insetos" é fantástica. Os filmes deveriam se espelhar nisso. Tá, exagerei. Mas whatever, a história é boa, o efeito é bom, não há do que reclamar. Aliás, tem sim. É impossível não pensar no Apartheid vendo o local onde os "insetos" moram. De cara você é transportado para 1960 e vê o Apartheid, mas no lugar dos "insetos", eram os negros.
   Talvez tivesse sido o objetivo do diretor (Peter Jackson) fazer esta analogia. Talvez ele queira chamar novamente a atenção para a incapacidade humana de não julgar previamente o outro. Em resumo, Distrito 9 re-inventa os filmes do gênero, com certa dose de realidade.


NOTA FINAL PARA DISTRITO 9:

31 de jan. de 2010

2012 - Fim de mundo cansativo


   2012 foi muito falado, discutido, criticado e esperado por várias pessoas no Brasil. Por quê? Porque a midia brasileira ficou falando e repetindo por quase dois meses que "Filme estrangeiro destrói Cristo Redentor". Sério, sabe aquelas cena em filmes-catástrofe que aparece um dos atores vendo uma notícia na televisão que determinado ponto foi destruído. Pois bem, essa foi a atuação de Cristo Redentor no filme 2012. No máximo durou 10 segundos. E fez todo esse alarde.
   Confesso, fiquei entusiasmado com o filme, não esperava a hora dele estrear. Quando estreou, fiquei decepcionado. Tudo bem, os efeitos são surpreendentes e muito bem feitos, mas como diz um amigo meu: "os efeitos não fazem um bom filme". E neste caso está completamente certo.


   O filme não tem estrutura, não tem enredo, tudo o que você vê é prédio caindo e desastres. Tá, é um filme sobre o fim do mundo, tudo quebra, coisa e tal. Mas coloca uma história pelo menos. Existem filmes que tudo acaba, ou pelo menos parte de tudo, e têm uma história que envolve e prende.
    Lembro que na sala de cinema, a primeira vez que olhei no relógio tinha passado uma hora de filme e pensei: "nossa, já?". Posso garantir, a última hora foi desgastante, passou muito devagar ou o filme que não prendia o público. É cansativo, você acaba ficando com vontade de não voltar, e de pedir seu dinheiro de volta. O cinema tem que ser algo divertido, algo que faça você perder horas se entretendo e não ficar esperando pra ir embora. Decepcionante.


   O pior é a propaganda que teve por detrás deste filme. O tanto que foi falado sobre ele, desde o começo do ano fazia com que parecesse um filme grandioso, gigantesco, totalmente novo. A única coisa que vi melhor são, como já disse, os efeitos extremamente realísticos, mas do resto muito debilitado. Avatar estreou um mês depois e lembro de a única coisa que ouvi falar dele foi algo bem pequeno sobre "Cameron volta a fazer filmes depois de 13 anos". Ou seja, 2012 ficou cheio de propaganda e expectativa e não alcançou o objetivo, enquanto Avatar chegou ao topo das bilheterias.
   Eu assistiria 2012 de novo, mas só para tentar entender algo. Tudo começa tão rápido e continua em uma velocidade tão estranha que você não consegue acompanhar o filme. Você chega no final sem lembrar o começo. Em resumo: com efeitos bons mas sem estrutura e sem enredo.



NOTA FINAL PARA 2012:

Fim dos Tempos - Plantas Vs Humanos


   Fim dos Tempos, mais um que acaba com quase tudo. Apesar da "arma" usada contra NY desta vez ser mais natural do que meteoros e ondas gigantes que surgem do nada. No filme, são as plantas que nos atacam, mas nada de árvores monstros correndo atrás das pessoas, é algo mais sutil, mais calmo. Uma neurotoxina capaz de atrapalha nosso cérebro faz com que as pessoas ataquem a si mesmas, se suicidando.
   Sinopse: Em questão de minutos estranhas mortes ocorrem em várias das principais cidades dos Estados Unidos. Elas coincidem em dois pontos: desafiam a razão e chocam pelo inusitado com que ocorrem. Sem saber o que está ocorrendo, o professor Elliot Moore apenas quer encontrar um meio de escapar do misterioso fenômeno. Apesar dele e sua esposa Alma estarem em plena crise conjugal, os dois decidem partir para as fazendas da Pensilvania juntamente com Julian, um professor amigo de Elliot, e Jess, a filha dele de 8 anos. Lá eles acreditam que estarão a salvo, o que logo se mostra um equívoco. (sinopse por Adoro Cinema)


   Fim do tempos traz uma série de mudanças nos filme de gênero. Pra começar, as plantas ganharam destaque, ou melhor, o papel principal. Antes eram figurantes, e só se aparecessem, agora elas "atuam" lançando partículas que alteram a consciência humana, fazendo todos se matarem.
    Ponto bom: o filme se tornou ecológico em certo ponto, já que segundo Eliot, as plantas fizeram isso por nós sermos uma ameaça à elas; Ponto ruim: madeireiras podem usar como argumento o fato de que árvores podem nos matar. Faz algum sentido? Bom, o fato é que no filme, quanto mais gente junta, mais fácil do pó ser liberado e no decorrer do filme o número de pessoas necessárias para ativar o pó vai caindo.


   Um ponto interessante é como tudo começa de repente e termina mais de repente ainda. Dá um sensação que nós sabemos tanto quanto as pessoas do filme, ou seja, nada. Outro fator interessante é o foco nos três personagens, nada de mostrar Paris sendo vitimada ou Tóquio em chamas, não não, apenas as três pessoas já bastam. Isso foi bom, dar um foco no filme, lembrando bastante Cloverfield, onde só um grupo de quatro pessoas é o foco, além do monstro, claro.
   O filme erra ao escolher a costa leste como locação. Tudo bem, quanto mais gente, mais fácil soltar o pó e a costa leste é o local que mais tem pessoas nos EUA, mas poderia variar um pouco. Que tal São Francisco? Los Angeles? Seattle ou Las Vegas? Ora, elas também podem ter seu dia de destruição. Em resumo, Fim dos Tempos acerta no agente destruidor mas cai na mesmice por conta da locação.


NOTA FINAL PARA FIM DOS TEMPOS:

29 de jan. de 2010

Eu sou a lenda - O que restou



   Eu sou a lenda é um dos poucos filme que apresentam uma nova nova humanidade, sendo esta composto quase que exclusivamente de zumbis. O cenário é NY no melhor do documentário Life After People, do History Channel, totalmente entregue à natureza. Devo admitir, os efeitos foram ótimos, mas nem por isso a história é. Tudo começa com o cenário pós-apocalipse em que se encontra o Dr. Robert Neville, que é imune ao novo vírus nascido de uma vacina contra o câncer. Esse vírus matou metade da população mundial e deixou a outra metade como zumbis. 
   Robert tenta constantemente criar um antídoto a partir de seu sangue sempre sem sucesso. Toda noite, Robert tem que se trancar dentro de casa, fortificada com aço nas janelas e portas, para se proteger dos zumbis. Ao lado de sua cadela, fica vasculhando a cidade, de dia claro, para achar os locais onde os zumbis ficam (não sei por quê). Em um destes locais, Robert consegue raptar uma zumbi e levar para seu laboratório, fazendo testes de antídotos nela.


   Até que do nada, ou melhor, de São Paulo, surge Alice Braga com seu filho. Ela tenta convencê-lo a ir para um dos abrigos que os humanos restantes construíram. O filme tem dois finais totalmente diferentes, mas em ambos o antídoto é encontrado.
   Esse sem dúvida não é um filme de zumbi igual aos outros. Os zumbis aqui são realmente ferozes, porém não realistas. O diferencial do filme REC, por exemplo, é que nele os zumbis não abrem a boca de forma horrenda, mas são muito pacíficos. No Eu sou a lenda, os zumbis são mais agressivos, mas não assustam, são só feios. Whatever, podia ficar melhor. Algumas cenas foram realmente filmadas em NY, onde vias foram fechadas e enchidas de mato, carros enferrujados e plantas, outras foram por computação, mas asseguro que é imperceptível a diferença.


   Algo que mostra no filme, que é lotado de flashbacks da família de Robert, é o quão doloroso pode ser ficar solitário, tendo apenas um cachorro como companhia. Em uma das cenas, que se passa em uma locadora, Robert havia colocado manequins de lojas para fazer de conta que havia outros além dele. Triste.
   O mais assustador do filme é o pensamento de só você existir em todo mundo. Isso é pertubador, faz com que você pense "legal, posso fazer tudo o que quiser", mas depois você acaba enlouquecendo. Sem dúvida, Eu sou a lenda é surpreendente, mas erra em um ponto, a locação. Tudo bem, serve pra mostrar que todo o mundo ficou abandonado, mas se fosse algo menor do que uma metrópole, o filme seria mais denso. Resumindo: Bom filme, mas poderia melhorar.


NOTA FINAL PARA EU SOU A LENDA:

O dia depois de amanhã - O aquecimento global em alta






   Talvez um dos filmes que mais falam do aquecimento global, além de Uma Verdade Incoveniente, de Al Gore, é O dia depois de amanhã. Mas tem fundo científico, o que ao contrário do filme 2012, dá credibilidade ao filme. Então vamos ao filme. Tudo começa na Antártida, onde um bloco de gelo gigante se solta do continente. Jack Hall, que coincidentemente estava no exato local local da separação do gelo, tenta avisar a vários diplomatas em uma conferência da ONU em Nova Déli, especialmente o vice-presidente dos EUA, sobre o que pode acontecer, mas não é ouvido. Então, uma chuva de granizos gigantes destrói Tóquio. Nesse meio tempo, Jack conhece o professor Terry Rapson, que trabalha em um centro de pesquisa na Irlanda, e o pede ajuda para desvendar o que está ocorrendo com o clima.
  Nesse meio tempo, Los Angeles é destruída por tornados e mais uma vez Jack tenta avisar o Vice-presidente sobre os perigos, sem sucesso. Enquanto isso, o filho de Jack, Sam, viaja para NY para uma espécie de olimpíada de questões entre colégios. Acontece que chovia três dias diretos em NY e a cidade já tava ficando debaixo d'água. Aí advinha né, NY é destruída. não, sério?


  Estou pra ver um filme-catástrofe onde NY não é destruída, temos meteoros (Armegeddon), ondas gigantes (Impacto Profundo), aliens (Independence day) e até mesmo um apocalipse-zumbi (Eu sou a lenda). Acho que apenas no filme O Núcleo, NY não é vítima. Mas enfim, continuemos. Desta vez, NY também é vitimada por um onda gigante, mas o porquê dela, não sei, não é dito no filme. Finalmente Jack é ouvido só agora? e pede que o resto do país seja evacuado para o México, o que acaba gerando conflitos e tals, não vem ao caso.
Sam continua preso em NY, agora dentro da biblioteca por conta da onda e Jack decide salvá-lo. Foi então que uma espécie de tornado que puxa o ar frio da troposfera e congela tudo embaixo aparece em NY. No final, Jack salva o filho, a tempestade se dissipa e todo o hemisfério norte é congelado. É isso.


Pois é, mais um filme destruidor de cidades americanas. Poderia melhorar um pouco, mudar locações e tals, por que destruir NY é fichinha, quero ver quebrar São Paulo, ou o Rio. Mas whatever. O diferencial é que o filme se baseia em teses científicas sobre o que o aquecimento global pode causar, e isso dá um ar de realidade ao filme. Segundo ele, o aumento de água doce nos oceanos, causado pelo derretimento dos pólos, é o responsável por tudo.
Os efeitos são bons, mas não surpreendentes, é mais daquele tipo que "dá pro gasto". Fora isso, é a mesma mensagem ambientalista e talvez por isso o filme não funcione como deveria. Passou de filme-que-pode-fazer-você-pensar para mais-um-filme-catástrofe. Resumindo, o filme é bom, mas não atinge o objetivo.



NOTA FINAL PARA O DIA DEPOIS DE AMANHÃ:

28 de jan. de 2010

Avatar - O iceberg que afundou Titanic


Como todos já sabem, Avatar superou Titanic em bilheterias internacionais e se tornou o filme de maior bilheteria de todos os tempos. Mas, será que Avatar foi realmente merecedor disto? Ora, Avatar passou Titanic tão rápido, por que o preço dos ingresso em 3D é mais caro. E ainda mais, a bilheteria nem foi ajustada pela inflação. Se fôssemos converter o antigo dólar para o de hoje, o filme de maior bilheteria seria E o vento levou.
Bom, vamos falar do filme. Avatar começa com um ex-combatente do exército americano, chamado Jake Sully, indo para um planeta chamado Pandora, no lugar do irmão gêmeo cientista que foi assassinado por um assaltante. Lá ele participa do chamado Programa Avatar, que cria avatares na'vi (o nome dos humanóides habitantes de Pandora) com base no DNA do cientista combinado com o DNA na'vi. Até aí tudo bem, ele ajuda o coronel a descobrir onde os na'vis podem ser atacados, etc e tal. Acontece que ele se apaixona por Neytiri, filha do chefe de um dos clãs na'vi. É aí que começam os problemas.
Jake decide mudar de lado na batalha e ajudar os na'vis e quando tudo parecia perdido, Eywa, a divindade dos na'vis, faz com que os animais ataquem os humanos, tudo lindo e maravilhoso. Jake decide se tornar um na'vi e troca de corpo com seu avatar. Este é o filme.






Curioso como o filme é semelhante com Pocahontas, a história real da índia que se apaixonou pelo colonizador. Várias passagens são quase idênticas em ambas as histórias, o mais curioso é o nome do personagem principal, Jake Sully, que lembra muito o colonizador, John Smith. Mas whatever, Cameron começou o roteiro na década de 90 e se não me engano, Pocahontas foi feito uns dois anos antes. Bom, plágio ou não, o roteiro não é forte. Nem ao menos cria expectativa. Na metade do filme, você sabe o final. Pior, no primeiro encontro com o general, você já sabe que no futuro ele vai se tornar vilão. Ah, outra coisa sobre o general, a imagem dele é o do puro-soldado-forte-com-cicatriz, nada inovador.
A trilha não é lá esta coisa toda, apesar da música tema I see You, interpretada por Leona Lewis, ser até que boa, porém não tão marcante quanto My Heart Will Go On, de Titanic. Tanto é que Avatar concorreu no globo de ouro nas categorias Melhor Trilha e Melhor Música e perdeu.


Fora isso, Avatar foi muito criticado, por instituições feministas que disseram que o filme é machista por que os na'vis machos têm mais massa muscular do que as fêmeas; foi também por instituições anti-fumo, por que um dos personagens fuma explicitamente no filme e por aí vai. Mas Avatar parecia imune a essas críticas, pois a cada semana era líder em bilheterias. E assim foi cavalgando até Titanic.
Acho que a mais pesada crítica ao filme se resume em um novo tipo de "doença": a depressão pós-avatar. Várias pessoas atestaram que ficaram deprimidas depois de ver o filme, por que Pandora é tão maravilhoso, por que ser um na'vi é melhor do que ser um humano, etc etc. O ponto mais crítico foram as mensagens no fórum oficial do filme que prediziam suicídio. Em um destes posts, um carinha disse que pensou em suicídio imaginando acordar em um mundo tão maravilhoso quanto Pandora. Lamental u.u se quer viver no mato, como índio, vai pra a amazônia, é mais perto.

Bom, os efeitos são um caso à parte. A maravilha tecnológica que Cameron trouxe para nós aproximou um pouco mais o cinema da realidade. Teve um momento no filme, durante o ataque à árvore-casa dos na'vis que foi tão bem feito que você acaba achando que o fogo é real. (tá, exagerei). Além disto, a tecnologia usada para pegar as expressões dos atores superou as anteriores. Já tinha visto outros filmes que usavam a mesma tecnologia, como A casa monstro e Expresso Polar, mas não era convincente. O 3D usado tão bem em Avatar chamou a atenção de Hollywood e vários filmes já estão destinados ao 3D, como as duas partes do filme final de Harry Potter e até possívelmente Star Wars.
Cameron já anunciou o Avatar 2 e até uma possível trilogia. Lembrando que este diretor não é daqueles que ficam presos a um só filme, é possível que ele não dirija a continuação e sim um de seus amigos diretores, como George Lucas (será?). O que interessa é que assim como todos, Cameron ficou surpreso em ganhar o Globo de Ouro de melhor filme e diretor (particularmente, achei que Bastardos Inglórios ganharia), além de um tapinha nas costas e um "boa campeão". Sendo assim, Avatar ganhou oito indicações ao Bafta, que é tipo um Oscar Britânico e parece que vai levar o Oscar junto. A nós, resta esperar que depois de Avatar os filme se tornem mais realistas.




NOTA FINAL PARA AVATAR: