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31 de ago. de 2010

Salt


Apesar do clichê da Guerra Fria e espionagem, Salt até que não cai na mesmice, embora a história seja praticamente igual a qualquer outra sobre o mesmo tema. Um ponto legal de Salt é mostrar realmente o quanto um espião pode ser falso. Passamos grande parte do filme sem saber realmente quem é Salt, pergunta essa dirigida aos espectadores logo no cartaz do filme e, posso garantir, é essa pergunta que sustenta todo o filme.

3 de jul. de 2010

Sete Vidas


   Poucos filmes de drama recebem minha atenção e Sete Vidas foi um destes. É surpreendente a forma como o filme prende até o último momento o seu verdadeiro significado. Adoro filmes assim, onde apenas no final você descobre a verdade. Enfim, Sete Vidas realmente chamou minha atenção.

4 de fev. de 2010

Sim senhor - sim, sim, sim


   Após o convite de um amigo, Carl Allen decide ir em um culto de auto-ajuda, que tem por base dizer sim a qualquer coisa que lhe aconteça ou ofereçam. Ao seguir este preceito a vida de Carl começa a mudar, fazendo com que seja promovido e conheça Allison, por quem se apaixona. Porém ao tentar aproveitar todas as oportunidades que lhe surgem Carl começa a notar que tudo que é em excesso pode também cansar. (fonte: Adoro Cinema)
    Vou falar mais do Jim Carrey do que do filme, apesar de analisá-lo também. Jim Carrey é um renomado humorista canadense, sempre associado a Ace Ventura, O máscara e Todo Poderoso. É considerado um dos mestres da comédia, junto com vários outros nomes. Entretanto no Sim senhor, Jim parece ter perdido um pouco de sua graça. Tudo bem, o filme é engraçado e tal mas, sei lá, comparando rapidamente os filmes antigos dele, Sim senhor parece um filme um pouco parado para Jim.


   Sou de verdade grande fã do Jim, gosto de vários filmes dele e tal, mas confesso que me desapontei um pouco com Sim senhor. Acho que esperava mais do filme por ter o Jim como protagonista. Certo, como eu disse, o filme é engraçado, mas está abaixo do nível de Jim. Acho que está na hora de começar a investir em filmes como Número 23, um papel mais forte, mais sério. Gostei muito da atuação de JIm no 23, achei que mesmo sendo um ator de comédia, ele conseguiu fazer com que deixássemos essa imagem de lado.
   Desde Todo Poderoso, creio eu, Jim já estava abrindo caminho para se "sucessor": Steve Carell. Steve cresceu no Todo Poderoso e se destacou de tal maneira que a continuação do filme foi feita por ele, além de Agente 96, outro filme ótimo e a série The Office. Steve está sendo o que Jim foi no começo, um ator de comédia corporal, de gestos, rostos e tal. Jim ficou mais piadista e isso não funciona para ele.


   Vamos ao filme propriamente dito. Sim senhor tem tudo para ser um bom filme de comédia. Você não se mata de rir, mas também não fica como uma estátua. Os sufocos que Carl tem que passar por só dizer sim são engraçados, embora no fundo de tudo tenha a mensagem social "aprenda a dizer sim à vida, para que possa aproveitá-la". Ok ok, vamos dizer sim à vida, mas não exagere. Diga não à algumas coisas como "pode me dar todo seu dinheiro?" ou "quer jogar esta pedra na vidraça do banco?", e essas são algumas perguntas do filme. Em resumo: Sim senhor é um bom filme de comédia, mas Jim, infelizmente, já passou da época.



NOTA FINAL PARA SIM SENHOR:

30 de jan. de 2010

Sem Reservas - Delicioso drama


   Sem reservas surpreende por ser simples e ao mesmo tempo emocionar. A bordo de um restaurante em Manhattan, conhecemos Kate, um chef possessiva e até certo ponto neurótico por trabalho. Ela está esperando a chegada de sua irmão com sua sobrinha, até que algo muda por completo a situação. vítima de um acidente, Zoe tem agora que ser amparada pela tia, que se vê sufocada pelo trabalho e pela nova responsabilidade. Até que um dia, conhece Nick, um excêntrico chef que para ela, ameaça a ordem em sua cozinha. Ao decorrer do filme, Kate aprende a gostar de Nick e vê nele a oportunidade de formar uma família com Zoe.


   Como podemos ver, o enredo não é lá tudo isso, mas com a atuação de grandes atores como Catherine Zeta-Jones, Aaron Eckhart e Abigail Breslin, o filme acaba tendo o toque certo para um drama. Aliás, um drama até que divertido em certas partes, nada daquele dramalhão mexicano, coisa séria mesmo.
   Além disso, nós fazemos uma viagem por dentro do coração de um restaurante, que é a cozinha. Particularmente, sempre tive curiosidade de saber como se trabalhava dentro da cozinha de um restaurante. Mas o foco principal é a difícil adaptação de Zoe com a tia e vice-versa. è interessante ver as duas pessoas evoluindo para enfim se aceitarem de verdade. Sem reservas é um filme delicioso do começo ao fim, onde cada personagem, cada conflito é vivenciado do começo ao fim do filme. Vale a pena conferir.


NOTA FINAL PARA SEM RESERVAS:

28 de jan. de 2010

Sweeney Todd - Musical com um toque melancólico


Sweeney Todd é um musical meio que diferente dos outros musicais da Broadway. Enquanto Chicago e Moulin Rouge são dançantes, Sweeney Todd não é nada alegre, mas sim melancólico quase ao extremo. Mas não é por isso que ST perdeu seu glamour, ao contrário, com um diretor já conhecido pelo modo "frio" de seus filmes, (Tim Burton) e um grande elenco que já está acostumado a trabalhar com ele (Johnny Deep e Helena Bonham Carter), o filme se garante.
Bom, vamos ao filme. Um barbeiro chamado Benjamim Barker é casado com Lucy e tem uma filha chamada Johanna. Todos vivem felizes na Londres do Séc. XIX, até que um juiz, o juiz Turpin, se interessa pela Lucy e então exila Benjamim para poder ficar com sua mulher foi eficiente pelo menos. Benjamim então sai da prisão, depois de 16 anos, com outro nome, Sweeney Todd, dado à ele por ele mesmo. Seu objetivo é vingar seus anos perdidos ao lado de sua esposa, matando o juiz Turpin usando suas navalhas.


Sweeney então encontra Mrs. Lovett, uma confeiteira que "faz as piores tortas de Londres", que trabalha no andar debaixo de sua antiga barbearia. Sem dinheiro para comprar carnes, Lovett usa animais mortos como recheio argh, até que eles Sweeney e Lovett têm a ideia bizarra de usar carne humana em suas tortas. Ele mata e ela cozinha. Vai entender. Nesse meio tempo, ele descobre que sua mulher se suicidou e que sua filha foi trancafiada pelo teria bruxo em uma torr- ops, história errada. Mas na verdade, o juiz Turpin realmente prendeu Johanna na mansão onde moram.
A fábrica de tortas humanas continua até que surge a oportunidade de usar o juiz como recheio, mas até aí já teve sangue pra todo lado. No final, Swenney mata a mulher dele (exato, ela não morreu, mas ele não sabia disso, só descobre depois de ter matado), mata também a Lovett, jogando ela no forno e é morto com a mulher nos braços. Fim. Ah, detalhe: de todos os personagens, só dois não morrem no final, a Johanna e seu namorado, um marinheiro que ajudou Sweeney a voltar à Londres.


Bom, ST é o típico filme do Burton: cinza, melancólico, com sangue, personagens quase fantasmas. è só lembrar de outros filmes dele como A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, O estranho mundo de jack e Edward mãos-de-tesoura. Apesar disso, é uma história envolvente que nos faz perguntar "Quem é o próximo cliente?". As músicas são muito bem escolhidas, afinal, Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da rua Fleet é um musical da Broadway. Uma das coisas que Burton queria era que os atores cantassem, não dublês de voz. Houve um certa apreensão sobre Johnny, não sabiam se ele iria cantar ou não, mas cantou e foi uma surpresa a todos. Mesma coisa para Helena.
Além disso temos a participação do Borat, ou melhor Sacha Baron Cohen no papel do Signor Adolfo Pirelli, outro barbeiro e a primeira vítima de Sweeney. O único ponto negativo do filme é o banho de sangue. Acho que se tivesse um pouco menos de sangue, o filme poderia ser contado da mesma forma, mas whatever, Burton quis assim, assim se fez.





NOTA FINAL PARA SWEENEY TODD: